Um dia é caça. Outro, do caçador
Tenho um colega que é desse tipo de pessoa que adora ser malandra e nunca perde a oportunidade de se dar bem, mesmo que isso signifique ludibriar alguém.
Não que ele seja de todo um mau caráter.
Pelo contrário, ele é até muito gente boa.
O problema é que ele sempre quer estar na vantagem sobre as pessoas.
Certa vez ele andava pelo bairro e topou com um sujeito vendendo um smartphone da moda – não me recordo o modelo.
O sujeito aparentava ser usuário de crack e pessoas nessa condição acabam vendendo objetos (próprios ou roubados) por preços pífios, a fim de vender rápido e poder comprar mais drogas.
Esse colega viu ali a galinha dos ovos de ouro.
Com toda sua lábia de um-sete-um e poder de persuasão, barganhou com o sujeito e acabou comprando o celular por um preço absurdamente barato (R$100,00).
Ficou todo serelepe.
Não continha a enorme vontade de contar para alguém e se vangloriar do seu feito magnífico através de sua arte em enrolar pessoas.
Ainda fez pouco do sujeito com quem fez negócio.
Falou que o cara era crackeiro burro, idiota e/ou maluco.
No dia seguinte, o celular deu problema.
Quando ele levou num especialista, este constatou que o aparelho já estava ruim e que alguém fez uma gambiarra para que ele aparentasse estar funcionando por pelo menos algumas horas.
O conserto, de fato, sairia tão caro que seria mais vantagem comprar um aparelho novo.
Esse colega então teve que passar o celular adiante por R$50,00, para, pelo menos, reduzir o prejuízo.
Moral:
Todos os dias saem de casa um malandro e um otário.
Naquele dia esse colega (geralmente malandro) foi o otário.
Eu espero que essa situação tenha gerado alguma reflexão nele sobre a forma como leva a vida, sobre a postura que adota em relação às outras pessoas.
Essa situação foi simplesmente o universo refletindo o que ele emite.
Fazendo-o ficar no lugar de todas as pessoas que ele já ludibriou e persuadiu.
Abraços e muita paz
Att, Luiz Claudio
