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Mostrando postagens de novembro, 2016

A Verdade de Cada Um

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Estou lendo o livro "A verdade de cada um" da Zibia Gasparetto. Resumidamente, o livro conta a história de Elisa uma mãe de família clássica e muito dedicada aos três filhos e ao marido, Eugênio. Em um dia como outro qualquer, Eugênio abre o jogo e toma uma decisão que poderá mudar todo o curso da história dessa família. Há anos insatisfeito com o casamento, decide por fim pedir o divórcio e se casar com outra mulher. Fora de si, Elisa sai desesperada buscando respostas e refletindo sobre todos os acontecimentos quando ao atravessar a rua, insófrida, um farol ofusca sua visão e a última coisa que se ouve é o estrondo da colisão. Com este fato inesperado, os planos e as vidas de todos se altera drasticamente. Se por um lado, no plano material, Eugênio, que sempre fora um pai ausente e nunca se dedicara à família, se vê obrigado a assumir o papel que sempre renegara, enquanto sua cunhada, Olívia, vive culpando-o pela morte de Elisa. No plano espiritual Elisa vai te...

Amor sem monopólio

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Desde a mais tenra idade ouço a frase "amo a liberdade, por isso deixo as pessoas que amo livre; se voltarem é porque as conquistei; se não voltarem é porque nunca as tive" ou outras do gênero. Quanto mais vou amadurecendo, mais vou entendendo e percebendo como essas premissas fazem sentido. De fato, o amor só funciona quando em liberdade. Aliás, se não tem liberdade, não é amor. A ideia de se ter as pessoas, de querer possuí-las e controlá-las é reflexo claro de nossa inabilidade em amar o outro como ele é de verdade. Em permitir que cada um viva de acordo com a própria essência e a própria natureza. É como amar uma bela ave pelo seu voo gracioso ou seu canto fascinante, mas aprisioná-la em uma gaiola para que deixe de cantar e voar. A maioria das pessoas acredita que prendendo o outro, seja através de cobranças, de ciúmes, de restrições, de alianças, etc, farão com o que o amor se fortaleça, mas nem desconfiam que assim só contribuem para que ele morra cronicamente até de...

Amor e Alma

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O amor é tão leve, que não suporta o peso dos nossos desejos; e tão livre, que sucumbe sob as correntes que lhe tentamos impor. E, entretanto, é a força maior em nós. Do amor, nascem os nossos sorrisos mais felizes; e da tentativa de escravizá-lo à nossa vontade, brotam as lágrimas mais sentidas. O amor é, para a alma, como o ar é para o corpo. E, se é certo que dele necessitamos para viver, é igualmente certo que não o podemos reter em nossos pulmões. O amor é como as nuvens, que flutuam pelo ar, livres de nosso controle. E, entretanto, ornamentam o céu e fazem nascer a chuva, que fertiliza os campos. Ou como as estrelas e a lua, que não estão presas ao firmamento e, brilhando em liberdade, fazem a beleza da noite. O amor não absorve, completa. Eis que o Pai nos concedeu o livre-arbítrio, para que cada um de nós pudesse decidir o seu próprio destino. E talvez seja esta a expressão maior do Seu amor. É necessário que cada um ande o seu próprio caminho, para que o amor...