Largue o osso



Olá galera!


Hoje no metrô, como meu celular estava descarregando não ouvi rádio (o que é de lei). Consequentemente acabei fazendo algo que odeio em transporte público: viajar ouvindo conversa dos outros.


Três homens cristãos que se conheceram ali mesmo no metrô batiam papo livremente. Um desses homens era cego e, ao meu notar, o mais cristão de todos. Ele pregava as palavras da bíblia e dava seus testemunhos de vida. Bem legal por sinal, porém não estou aqui para falar disso.


Nada que ouvi deles me impressionou, exceto por algo que um deles disse. O sujeito pregava que muitas vezes reclamamos de um emprego ou que o trabalho é horrível, mas tudo isso é reflexo de nós mesmos. Ou seja, o problema não está no emprego, está em nós.


Achei interessante a colocação. Apesar de saber que nem sempre isso se aplica, pensei numa metáfora para exemplificar tais situações.

Quando um sapato não nos serve ou nos incomoda, nós o deixamos e arrumamos outro. Isto é uma atitude comum. Porém muitas pessoas teimam em querer continuar usando o bendito sapato, mesmo sofrendo horrores.
E isso acontece literalmente. Até um tempo atrás eu teimava em usar um sapato que nitidamente não me servia mais. Causava desconforto extremo e machucados.

E nas outras situações da vida, quanta vezes isso não se aplica?

Quantas pessoas você conhece que vivem reclamando do parceiro(a), mas não largam o osso e deixam a pessoa seguir o caminho dela?
Muitos relacionamentos estão nitidamente provocando infelicidade, mas as pessoas não largam de mão por apego, assim como eu não deixava meu sapato.

Quantas pessoas você conhece que vivem reclamando do emprego, mas não buscam outra coisa melhor? E passam-se anos e anos, a pessoa reclamação atrás de reclamação, mas não larga o osso. Como se aquele fosse o único emprego do mundo.


Enfim. São diversas situações que poderia citar. A mensagem que quero passar é que se você está envolvido com algo que não está te fazendo bem, algo que está incômodo e te machuca, não insista. Existem milhares de outras oportunidades esperando, mas só acontecerão quando você largar o comodismo.

Vai se surpreender.

Atenciosamente, Luiz Claudio

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