Isto é...
Frequentemente ouço/vejo as pessoas reparando nas diferenças que têm umas com as outras.
Isso é um caso sério!
Não que eu acredite piamente naquela batida história de que os opostos se atraem, mas há algo de misterioso na forma com a qual duas pessoas especialmente diferentes se relacionam que me intriga muito.
Isto é...
Convenhamos que é muito mais fácil e cômodo a gente se relacionar com pessoas que tem algo em comum conosco.
Aliás, é que isso que aproxima pessoas desconhecidas.
Você conhece uma pessoa e (logicamente) não têm nenhum assunto, até que sem pretensão, um descobre um ponto em comum com o outro.
Pronto!
Já se tornam amigos de infância, conhecidos desde o útero. Best friends forever.
Aquela pessoa que torce para o mesmo time que o seu, que gosta dos mesmos filmes que você, que tem os mesmos gostos musical e literário que você.
A coisa mais natural do mundo é ficar horas e horas batendo papo com alguém assim, tão semelhante a nós.
Simplesmente não falta assunto.
Mas quando se trata de alguém que tem personalidade e gostos completamente diferentes que os nossos, aí o bicho pega.
As pessoas que conheço geralmente estão colocando uma lente de aumento nessas diferenças e sempre enxergando-as como obstáculos e impedimentos para se relacionarem com pessoas bacanas, porém diferentes.
Eu, particularmente, prefiro enxergar como um complemento.
Sou espírita e minha namorada é evangélica. Sempre nos demos bem e isso nunca foi empecilho para nos relacionarmos.
A gente se gosta tanto que nem tem tempo para ficarmos preocupados com as diferenças.
E, mesmo tendo pouquíssimo em comum, não ficamos sem assunto nem por um dia sequer.
Por sermos tão diferentes, eu aprendo a ver a vida de uma forma diferença com ela. E vice-versa.
Por isso considero que para dar certo precisa ter um elemento x —
Ela é Vasco. Eu, Flamengo.
Ela é Nordeste. Eu, Sudeste.
Ela é do pop/sertanejo. Eu, samba/choro.
Ela é evangélica. Eu, espírita.
Ela é estresse. Eu, serenidade.
Ela é vlog. Eu, blog.
Ela é terror. Eu, comédia.
Ela é carisma. Eu, timidez.
Ela é emoção. Eu, razão.
Att, Luiz Claudio
